domingo, 17 de fevereiro de 2013

MUDANÇAS


Já dizia o grande poeta português Luis de Camões que...


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.


Se tudo muda, que dirá a língua, essa entidade viva que recebe influências de todos os lados (grupos de falantes, filólogos, outras línguas).  

E antes que vocês perguntem (e cobrem) 

COM VOCÊS   
AS NOVAS REGRAS ORTOGRÁFICAS 
DA Língua Portuguesa) !


GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA
Mudanças no alfabeto (adaptado de www.velhosamigos.com.br/ortografia.html)

O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser: 
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações.
Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

Ex.: aguentar, arguir, bilíngue, cinquenta, delinquente, eloquente, ensanguentado, equestre, frequente, lingueta, linguiça, quinquênio, sagui, sequência, sequestro, tranquilo.

Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Regras de acentuação
1. Não se usa  acento dos ditongos abertos ei e oi das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Ex.:  alcaloide, alcateia, androide apoia, apoio (verbo apoiar), asteroide, boia, celuloide, claraboia, colmeia, Coreia, debiloide, epopeia, estoico, estreia, estreio(verbo estrear), geleia, heroico, ideia, jiboia joia, odisseia, paranoia, paranoico, plateia tramoia.

Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como fica: baiuca, bocaiuva, cauila, feiura.

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento é necessário .
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3. Palavras terminadas em eem e oo(s).

Ex.: abençoo creem (verbo crer), deem (verbo dar), doo (verbo doar), enjoo, leem (verbo ler), magoo (verbo magoar), perdoo (verbo perdoar), povoo (verbo povoar), veem (verbo ver), voos, zoo.


4. Não se usa  acento para diferenciar os pares homófonos 
para (v. parar)/para (preposição), pela(s)(v. pelar)/ pela(s) (preposição por+a), pelo(s) (cabelo)/pelo(s) (por + o), polo(s) (sul e norte)/polo(s) (esporte, modelo de camisa) pera(fruta)/pera (per + a , fora de moda, arcaico).
Ex.: Ele para o carro. Ele foi ao polo Norte. Ele gosta de jogar polo. Esse gato tem pelos brancos. Comi uma pera.

Atenção: Permanece o acento diferencial em pôde/pode. 
Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. 
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
Ex.:  Singular:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. 

Plural:
Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.

É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. 
Ex.: Qual é a forma da fôrma do bolo?

5. Não se usa  acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir eredarguir.

6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir, etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.

 a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Ex.:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. 

verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.

b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Ex.: (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

Uso do hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos.


1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Ex.: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano.
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento.

Ex.: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco.

Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.


3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s.
Ex.: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen.
Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.

4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.
Ex.: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, microssistema, minissaia, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, Ultrassom.

5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.
Exemplos: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-almirante, contra-atacar, contra-ataque micro-ondas micro-ônibus semi-internato, semi-interno.

6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
Ex.: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.

Atenção: Nos demais casos não se usa o hífen.
Ex.:hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.

Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.
Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.

Ex.: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.

8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.
Ex.: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, pró-reitor, recém-casado, recém-nascido, sem-teto.

9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.
Ex.: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
Ex.: ponte Rio-Niterói, rodovia Mogi-Bertioga, .

11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição.
Ex.: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé.

12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Ex.: Na cidade, conta-
       -se que ele foi viajar. 

O diretor recebeu os ex-
-alunos no auditório.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

 



                Fico feliz em tê-los comigo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ITAÇÕES em trabalhos científicos

Este material é dirigido especialmente aos alunos dos cursos técnicos. Gente que vive às voltas - e às turras (ainda se usa esse termo?) com os desafiadores TCCs.          




REGRAS PARA CITAÇÕES EM TRABALHOS ACADÊMICOS


Referências bibliográficas e bibliografia
O conjunto de elementos que compõem a referência a um texto deve permitir a identificação, no todo ou em parte, do documento impresso ou registrado em diferentes tipos de materiais, conforme norma NBR 6023 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Como e onde colocar as referências
*         As referências bibliográficas apresentam-se ao final do trabalho científico, relacionando todos os textos nele mencionados, tanto os citados, quanto os parafraseados e os resumidos.
*         Já a bibliografia relaciona todos os textos consultados,  mas não necessariamente citados, para a realização do trabalho

DOCUMENTOS IMPRESSOS
*         Livros
SOBRENOME, Nome. Título: subtítulo. Edição. Tradução. Local: Editora, data. Número de páginas ou volumes.
Exemplo:
LUNA , Sérgio Vasconcelos de. Planejamento de pesquisa: uma introdução. 2. ed.
São Paulo: EDUC , 1999. 108 p.
*         Periódicos (artigos de jornais e revistas)
SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Título do jornal ou revista. Local, dia, mês, ano. Número ou título do caderno, seção ou suplemento, páginas  inicial e final.
Exemplo:
LIMA , Eduardo Nascimento. Planejar a inclusão. WorldTELECOM-NetworkWorld. São Paulo, jul. 2004. Seção Monitor tecnológico, p. 25.

CITAÇÕES COM MENOS DE TRÊS LINHAS
Deve ser feita usando-se aspas no início e no final do trecho copiado, mantendo-se a formatação do texto escrito. Por exemplo:
Segundo Silva (1999, p. 73), “o Brasil também acompanhou esse processo, com o atraso inevitável”.

CITAÇÕES COM MAIS DE TRÊS LINHAS
Sem o uso de aspas, em um novo parágrafo que também tem nova formatação: letras menores do que as utilizadas no restante do trabalho, espaço simples entre linhas e com margem à esquerda de 4 cm.
Exemplo:
           Sobre a importância e a relevância das citações bibliográficas, Santos (2000, p. 1) afirma:
Em todos os trabalhos acadêmicos ou científicos, a inclusão das referências bibliográficas é necessária na medida em que elas remetem o leitor para as fontes consultadas ao longo do seu processo de elaboração.

NOTAS DE RODAPÉ 
(pequenos textos que vão para o final da página.)
Exemplo:
Na Antiguidade, todos os grandes impérios criaram redes de transmissão de informações, que era feita por meio de mensageiros, de forma oral e escrita. Essas redes surgiram principalmente por que as administrações imperiais necessitavam de informações sobre os territórios que governavam para atuar. Artistas como Homero e outros, sacerdotes e escribas foram também personagens importantes na consolidação da importância do registro escrito e do papel comunicativo e informativo destas representações. A participação da escrita na vida social intensificou-se com o surgimento da impressão moderna no Ocidente, na segunda metade do século XV, e da imprensa, na primeira metade do século XVI1.


1 Existem relatos de que, no Oriente, a China desenvolveu tipos  móveis semelhantes aos de Gutenberg por volta do século VIII. (Sobre citações, ver www.bco.ufscar.br/servicos/arquivos/guia-de-padronizacaode- citacoes/view?searchterm=citações. Acessado em: 25 out. 2010.)

DOCUMENTOS ELETRÔNICOS
NOME do site. Disponível em: site
>. Acessado em: dia, mês e ano.

Exemplo:
ÁLCOOL e drogas sem distorção. Disponível em: . Acessado em: 11 out. 2009.

*         Em caso, por exemplo, de um artigo publicado em um site. Nesse caso, faz-se menção ao nome do autor e do artigo.

Exemplo:
CARVALHO , Leonardo. Toyota pesquisa novos materiais para tornar carros
elétricos mais eficientes. Msn Tecnologia. Disponível em: tecnologia.br.msn.com/noticias/artigo>. Acessado em: 15 fev. 2011


CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS NO CORPO DO  TEXTO E EXPRESSÕES EM LATIM
PRINCIPAIS INDICAÇÕES  segundo Gonçalves  (2003, p. 74-75):
• apud – citado por, conforme, junto a, em (citação secundária ou “de segunda mão”);
Exemplos:   (ALMEIDA, 1987 apud SOU ZA, 2000, p. 98).
Segundo Almeida (1987 apud SOU ZA, 2000, p. 98). 
• idem ou id. – o mesmo;
Exemplo: CONG RESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOG IA, 2000, p. 36. Id., 2001, p. 46.
• ibidem ou ibid. – no mesmo lugar;
Exemplo: OLIVEIRA, 2000, p. 42.               Ibid., p. 96.
• opus citatum, opere citato ou op. cit. – obra citada;
Exemplos:  GONÇALVES, 2001, p. 36.              GON ÇALVES. Op. cit., p. 40.
• cf. – confere, confronte; conferir, conforme;
• loco citato, loc. cit. – no lugar citado;
Exemplo:
SOUZA; ALME IDA, 1998, p. 43-45.        SOUZA; ALME IDA, 1998, loc. cit.

EPÍGRAFE
Trecho de alguma obra literária ou poética (normalmente de referência no assunto tratado) que é citado logo no início de um livro ou de cada um dos capítulos.
Deve ter algum vínculo com o texto que será apresentado na sequência.
Exemplo:
O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário
                                                                                                                                                         Albert Einstein
REFERÊNCIA
MEGID Cristiane Maria  e CAMPANA,  Suely Betanho. Núcleo Básico:  Linguagem, Trabalho e Tecnologia. São Paulo: Fundação padre Anchieta, 2011

terça-feira, 13 de novembro de 2012

PRÉ MODERNISMO


Lavrador de café, Portinari























Pré-Modernismo foi um período de transição literária entre as escolas anteriores . Ele serviu de ponte para unir os conceitos prevalecentes do Parnasianismo, Simbolismo, Realismo e Naturalismo.
Os autores embora tivessem cultivado formalismos e estilismos, não deixaram de mostrar inconformismo perante suas próprias consciências dos aspectos políticos e sociais, incorporando seus próprios conceitos que abriram o caminho para o Modernismo.
As  obras trazem novidades, os autores buscam romper com o passado tanto na forma quanto na linguagem inovadoras, tem trazendo termos antes impensáveis, em literatura “séria” (cuspe, vômito). O pré-modernismo denuncia a realidade brasileira – especialmente do interior e dos subúrbios das grandes cidades – contrastando o progresso e o atraso.

CONTEXTO
            Avanço científico e tecnológico no início do século XX: popularização de tecnologias como  o telefone, a lâmpada elétrica, o automóvel e o telégrafo – e também o cinema! – que passam a influenciara vida das pessoas.
Não possui um grande número de representantes, mas conta com nomes de imenso valor para a literatura brasileira que formaram a base dessa fase.
O pré-modernismo, também conhecido como período sincrético. Os autores embora tivessem cultivado formalismos e estilismos, não deixaram de mostrar inconformismo perante suas próprias consciências dos aspectos políticos e sociais, incorporando seus próprios conceitos que abriram o caminho para o Modernismo.

Europa:
É em meio a tanto progresso que a 1ª Guerra Mundial eclode. Em meio a tantos acontecimentos, havia muito que se dizer, e por isso, a literatura é vasta nos primeiros anos do século XX. Logo, os estilos literários vão desde os poetas parnasianos e simbolistas (que ainda produziam) até os que se concentravam na política e nas peculiaridades de sua região.

Brasil:
·         Início da "República do café-com-leite", dos grandes proprietários rurais, em substituição a "República da Espada" (governos do marechal Deodoro e do marechal Floriano).
·         Ápice da economia cafeeira no Sudeste;
·         Movimento de entrada de grandes levas de imigrantes (os italianos)
·         Ápice do ciclo da borracha na Amazônia
·         Surto de urbanização de São Paulo.
·         Evidenciação dos contrastes da realidade brasileira:
o   Revolta de Canudos,
o   tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.
o   Revolta da Vacina – que na verdade, tratava-se de uma revolta contra o alto custo de vida, o desemprego e os rumos da República
o   Revolta de Chibata – marinheiros  liderados por João Cândido, o "almirante negro", contra o castigo corporal
o   Movimentos grevistas em São Paulo – as classes trabalhadoras sob a orientação anarquista, reivindicam e lutam por  melhores condições de trabalho.

CARACTERÍSTICAS
  •  Regionalismo, montando-se um vasto painel brasileiro:
    •  Norte e Nordeste com Euclides da Cunha;
    •  Vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato;
    •  Espírito do Santo com Graça Aranha;
    •  subúrbio carioca com Lima Barreto;
  • Tipos humanos marginalizados:
    • o sertanejo nordestino,
    •  o caipira,
    • os funcionários públicos,
    • os mulatos.
·         Ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.


AUTORES   e obras de maior
·         Afonso Arinos (1868-1916) - mineiro, seu principal livro é a coletânea de contos Pelo sertão(1898).
 
·         Monteiro Lobato (1882-1948) - três livros de contos (Urupês, 1918, Cidades mortas, 1919, eNegrinha, 1920) centralizam sua narrativa em parte regionalista, cuja visão pessimista do interior de São Paulo se concentra no caipira ignorante, o famoso Jeca Tatu.

No romance,:
·         Graça Aranha, cujo romance Canaã (1912) é sua melhor produção, ainda que irregular; e
 
·         Lima Barreto, que se notabilizará por retratar os dramas humildes, as tragédias da baixa classe média e dos pequenos funcionários públicos, tendo como cenário os subúrbios cariocas. Sua obra principal é O triste fim de Policarpo Quaresma (1915).

Ensaísmo com raízes nacionais
·         Mas há um terceiro grupo de escritores que foi crucial para introduzir no país uma visão cultural moderna. Ele é formado por ensaístas, cronistas e críticos que se voltaram às questões internas do país, em diferentes aspectos, tentando encontrar soluções que não fossem meras cópias das experiências europeias. São eles:
 
·         Euclides da Cunha - seu Os sertões (1902) é obra dramática, realmente portentosa, verdadeiro libelo social. Em suas coletâneas de ensaios, Euclides revela-se um pensador liberal, democrático e progressista.
 
·         Alberto Torres - pensador da área jurídica, juiz do Supremo Tribunal, propôs uma reforma política que limitasse os poderes do presidencialismo. Foi um reformista preocupado com a realidade social do país. Merece atenção a sua obra O problema nacional brasileiro (1914).
 
·         Oliveira Viana - foi o primeiro estudioso a aplicar à história brasileira cânones sociológicos. Compôs estudos notáveis sobre a formação da etnia brasileira. Seu Populações meridionais do Brasil (1920) é obra clássica no gênero.
 
·         Monteiro Lobato - nacionalista polêmico, renovador da indústria editorial brasileira, fundador da nossa literatura infantil, seu nome está ligado a grandes campanhas nacionais, na quais batalhou pela saúde pública e pela exploração das reservas ferríferas e petrolíferas em solo nacional.
 
·         João Ribeiro - filólogo de grande cultura (clássica e moderna), formulou, pela primeira vez na linguística brasileira, o conceito de "língua nacional".
 
·         Farias Brito - filósofo de linha espiritualista, sofreu influência de Spinoza. Coloca ênfase na moralidade como "função prática" de toda filosofia e base de todo direito.
 
·         Antônio dos Santos Torres - colaborou ativamente na imprensa carioca. Polemista, grande prosador, perseguia nos fatos cotidianos as contradições e fragilidades da sociedade. Antilusitano sistemático.
 
·         Carlos de Laet - polemista de intensa colaboração na imprensa. Monarquista e católico fervoroso. Combateu o protestantismo e a república. Em uma de suas famosas polêmicas, manteve acesa discussão com Camilo Castelo Branco a propósito do "dialeto brasileiro".
 
·         Jackson de Figueiredo - convertido ao catolicismo em 1919, torna-se polemista na imprensa, além de fundar a revista A Ordem (1921) e o Centro Dom Vital (1922). Humanista, é dos grandes prosadores brasileiros do início do século 20.
 
·         Nestor Vítor - editor, poeta, ficcionista e ensaísta, também escreveu literatura de viagens e produziu crítica literária. Estudioso do Simbolismo brasileiro, preparou as obras completas de Cruz e Souza.


OBRAS   MAIS   IMPORTANTES

REFERÊNCAS (e às vezes, adaptações de)
CAMPOS, Elisabeth M., CARDOSO, Paula M., DE ANDRADE, Sílvia L. VIVA PORTUGUÊS- volume 3. Ensino Médio São Paulo: Ática, 2010.
REFERÊNCAS (e às vezes, adaptações de)
CAMPOS, Elisabeth M., CARDOSO, Paula M., DE ANDRADE, Sílvia L. VIVA PORTUGUÊS- volume 2. Ensino Médio São Paulo: Ática, 2010
CEREJA, William R., MAGALHÃES, Thereza C.  PORTUGUÊS: Linguagens – volume 2 . São Paulo:Atual, 2005
 SARMENTO, Leila L. TUFANO, Douglas. PORTUGUÊS Literatura, Gramática, Produção de texto volume 2.  São Paulo: Moderna, 2010.
http://www.progressao.com/arquivos/gilmar38.pdf
http://www.soliteratura.com.br/romantismo/
http://www.suapesquisa.com/romantismo/romantismo.htm
eresa C.  PORTUGUÊS: Linguagens – volume 3 . São Paulo: Atual, 2005.
 SARMENTO, Leila L. TUFANO, Douglas. PORTUGUÊS Literatura, Gramática, Produção de texto volume 3.  São Paulo: Moderna, 2010.
http://www.progressao.com
http://www.soliteratura.com.br
http://www.suapesquisa.com